
Foi um Manchester United de luxo que entrou hoje no Teatro dos Sonhos para defrontar um frágil Arsenal. Vou tentar encontrar palavras que categorizem a exibição da equipa de Ferguson hoje mas será difícil, prometo.
À partida para o encontro a maioria dos adeptos já previam o seu desfecho: perante o poderio do campeão inglês o Arsenal despedaçado de Nasri e Fábregas pouco poderia fazer. Um 3-0, um 4-0 eram aceitáveis e, até, compreensíveis mas um 8-2(!!) nunca pensei ser possível em pleno século XXI futebolístico quando frente-a-frente estão duas das mais fortes (supostamente...) equipas inglesas. Depois de hoje não duvido que o Manchester United é mesmo, de longe, a mais forte e completa e, a nível planetário, uma das poucas que poderá ombrear com o soberbo Barcelona.
Com a defesa remendada sem Vidic e Ferdinand, Ferguson não se coibiu de lançar o miúdo recém-contratado Phil Jones às feras num jogo de tremenda importância. Do meio-campo para a frente foi o onze de gala do costume que apresentou um futebol assustador, vertiginoso, implacável. A contratação de Ashley Young veio dar (ainda) mais verticalidade ao jogo dos red devils e juntá-lo a Rooney e Nani só podia dar nisto. Quero aqui destacar Wayne Rooney, totalmente refeito da lesão e da alhada em que se meteu há uns meses, que inicia 2011/12 a rebentar a escala. Joga, faz jogar, corre, luta... protótipo de um jogador perfeito.
Os golos foram-se sucedendo (e que golos!) e até deu para a dúvida De Gea ganhar confiança ao defender um pénalti. Uma avalanche ofensiva vermelha arrasava por completo a estrutura do Arsenal que se pôs a jeito ao colocar Coquelin, Traoré ou Jenkinson num palco destes. Puro suicídio.
Deixo uma palavra de apreço para o Wenger, cujo trabalho sempre apreciei, mas o resultado de hoje é o culminar doloroso de anos de gestão danosa: perder sucessivos jogadores para um rival directo e contratar putos de 18 anos por rios de milhões de euros conduzem este Arsenal a um turbilhão do qual dificilmente vai sair: faltam 3 dias para fechar o mercado e, à falta de reforços a sério, este Arsenal vai lutar pelo 10º lugar.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Bom texto, Francisco. Continua
ResponderEliminarEu penso que há que ter em consideração às ausências do Arsenal:Wilshere, Song(membrons fundamentais do meio-campo), Gervinho e Sagna!
Abraço.