Sou adepto do Liverpool desde que visitei Anfield para ver o Benfica alcançar os Quartos-de-final da Champions League em 2006. Li e debati opiniões sobre o clube desde então e o meu crescente amor levou a que me tornasse Member e já tivesse visitado Anfield por mais duas vezes, a última das quais este fim-de-semana. Espero que esta paixão não me tolde a visão da realidade e me permita opiniar de forma isenta e racional sobre este grande clube.
Passadas 3 jornadas de Premier League, estou convencido que o Liverpool irá terminar na 4ª posição da tabela, podendo até dar luta ao Chelsea no que ao 3º lugar diz respeito. Esta convicção está no entanto dependente da abordagem do Arsenal ao mercado nestes últimos 3 dias de transferências de Agosto. A equipa tem qualquer coisa como 80 milhões de libras disponíveis para gastar e, caso o faça de forma exemplar, tem todas as condições para se superiorizar ao Liverpool. Felizmente para os adeptos dos Reds, não me parece que isso vá acontecer. Mas vamos ao futebol dentro das 4 linhas...
3 jornadas, 7 pontos. Uma primeira jornada contra o Sunderland com uma primeira parte exemplar e uma segunda parte desastrosa rendeu apenas um ponto. Uma segunda jornada em que a equipa conseguiu a primeira vitória de sempre no Emirates Stadium, perante o Arsenal mais fraco de que tenho memória de assistir (contribuindo para tal a indisponibilidade de mais de 10 jogadores). E ontem, mais 3 pontos contra um Bolton que não vence em Anfield desde 1954, novamente com alguns momentos de bom futebol, mas longe de ser uma performance digna de uma equipa que pretenda lutar pelo ceptro.
Algumas considerações:
Algumas considerações:
• O Rei Kenny Dalglish mantém uma abordagem que já traz da época passada, onde a equipa adapta o seu sistema táctico aos adversários ou simplesmente ao momento de forma dos seus jogadores. O jogo contra o Bolton foi um 4-4-2 puro, contrastante com a táctica utilizada em Londres onde Carroll estava mais isolado na frente
• Lucas (melhor em campo ontem!) e Charlie Adam têm feito dupla com funções mais defensivas no meio campo, enquanto Jordan Henderson actua como médio direito mas acaba sempre por flectir para o meio (atrás do avançado), devido às suas condições naturais. Pelo que vi até agora, Henderson é muito mais forte defensivamente do que em trabalho ofensivo, recuperando bem as bolas mas não tendo excelência técnica para lhes dar grande perigo na definição da jogada, ao contrário de Charlie Adam, que pisava terrenos mais ofensivos em Blackpool e é dono dum pontapé temível, que valeu um golo contra o Bolton. Gostava de ver Henderson e Adam trocarem de posição no próximo jogo, pois penso que a equipa iria ganhar com isso.
• Os movimentos naturais de Henderson de flectir para o centro do terreno dão uma robustez ao Liverpool nesta zona do terreno, mas deixam o flanco orfão de um jogador Red. Com o regresso de Glen Johnson este vazio será seguramente preenchido e, caso Dalglish queira utilizar Gerrard como médio direito, a equipa poderá tornar-se bastante forte no momento ofensivo, com Glen Johnson na direita, Downing na esquerda, Gerrard e Adam no meio e Suárez e Kuyt/Carroll na frente.
• Reina não tem concorrência e não me admiraria que jogasse todos os jogos desta época. Doni não teve a confiança do treinador para o jogo com o Exeter, e eu entendo porquê...
• Kuyt começou a avançado ontem mas, surpreendentemente, mudou para a ala direita com a entrada de Maxi Rodriguez, que ocupou o seu lugar no centro do ataque (ao lado de Carroll). Curioso ver um avançado jogar na linha e um extremo na frente, mas penso que a decisão se prendeu com as capacidades defensivas do holandês, num momento em que a equipa apenas precisava de controlar o jogo.
• Jogar com Carroll sozinho na frente parece resultar sempre em futebol directo, com bolas bombeadas para o inglês. Quando assim é, o jogo da equipa torna-se muito feio e ineficaz. Ademais, é inútil conseguir ganhar bolas no jogo aéreo se depois não existe ninguém para dar seguimento à jogada.
• Lucas (melhor em campo ontem!) e Charlie Adam têm feito dupla com funções mais defensivas no meio campo, enquanto Jordan Henderson actua como médio direito mas acaba sempre por flectir para o meio (atrás do avançado), devido às suas condições naturais. Pelo que vi até agora, Henderson é muito mais forte defensivamente do que em trabalho ofensivo, recuperando bem as bolas mas não tendo excelência técnica para lhes dar grande perigo na definição da jogada, ao contrário de Charlie Adam, que pisava terrenos mais ofensivos em Blackpool e é dono dum pontapé temível, que valeu um golo contra o Bolton. Gostava de ver Henderson e Adam trocarem de posição no próximo jogo, pois penso que a equipa iria ganhar com isso.
• Os movimentos naturais de Henderson de flectir para o centro do terreno dão uma robustez ao Liverpool nesta zona do terreno, mas deixam o flanco orfão de um jogador Red. Com o regresso de Glen Johnson este vazio será seguramente preenchido e, caso Dalglish queira utilizar Gerrard como médio direito, a equipa poderá tornar-se bastante forte no momento ofensivo, com Glen Johnson na direita, Downing na esquerda, Gerrard e Adam no meio e Suárez e Kuyt/Carroll na frente.
• Reina não tem concorrência e não me admiraria que jogasse todos os jogos desta época. Doni não teve a confiança do treinador para o jogo com o Exeter, e eu entendo porquê...
• Kuyt começou a avançado ontem mas, surpreendentemente, mudou para a ala direita com a entrada de Maxi Rodriguez, que ocupou o seu lugar no centro do ataque (ao lado de Carroll). Curioso ver um avançado jogar na linha e um extremo na frente, mas penso que a decisão se prendeu com as capacidades defensivas do holandês, num momento em que a equipa apenas precisava de controlar o jogo.
• Jogar com Carroll sozinho na frente parece resultar sempre em futebol directo, com bolas bombeadas para o inglês. Quando assim é, o jogo da equipa torna-se muito feio e ineficaz. Ademais, é inútil conseguir ganhar bolas no jogo aéreo se depois não existe ninguém para dar seguimento à jogada.
Vamos ver o que poderá esta edição da Premier League trazer ao Liverpool. A economia da cidade desespera pelo regresso do clube às lides europeias e a UEFA seguramente ficará satisfeita se puder ver este colosso engrandecer a próxima edição da Champions League.
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espero que seja o regresso do Liverpool aos lugares onde deve e merece estar.
ResponderEliminaruma abraço Ferreira, boa sorte.
Boa análise do que tem sido Liverpool até agora, gostei bastante de ler!
ResponderEliminarAbraço