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Quem será o campeão da liga 2011/2012?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Notas sobre o “derby”

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Old Trafford, recebeu ontem André Villas-Boas e os seus pupilos, para um jogo, que ambos os treinadores consideraram “não fundamentais para o título”. Seria difícil, atribuir favoritismos ou ver, quem aguentaria melhor a pressão. Foi a estreia de Vilas-Boas num grande jogo, num derby se quiserem, mas também para desfazer a imagem de que o United tinha levado a melhor na época que passou. O United teria de se mostrar à altura de um adversário renovado e com algumas armas novas. E conseguiu fazê-lo.

Vamos ao jogo propriamente dito.



As equipas entraram com estratégias totalmente diferentes, o que se entende na perfeição. Os reds, muito pressionantes, a jogarem rápido e para a baliza, ainda que com o meio campo de mais conteção. Os blues entraram muito cautelosos e defensivos. A pausar o jogo, tentar trocar a bola em zonas mais subidas, e quando a perdiam vinham fechar-se mais atrás. No entanto, não foi suficiente para evitar o golo de Smalling, contava o marcador 8 minutos. Livre exemplar de Young, que Smalling concretiza de cabeça, e de fora de jogo. Para mim é inaceitável não ter sido marcado o fora-de-jogo, trata-se de uma bola parada, o fiscal está bem colocado, e ouve o apito, sabe quando a bola vai partir! Mas deixemos estes assuntos para outros… A movimentação da barreira foi má, uns subiram e outros desceram, o movimento tem de ser uniforme, Torres subiu, e Terry para tentar compensar, acabou por deixar as costas livres onde Smalling fez o golo. O Chelsea forçou o erro do adversário para sair em contra-ataque onde criou boas oportunidades (Ramires 25’, Torres 30’ e Sturridge 33’). Agora com o jogo menos táctico e mais aberto, Rooney remata ao lado aos 39’, deixando o aviso. Minutos mais tarde, ainda na primeira parte, surgem mais dois golos, o primeiro no remate fabuloso de Nani e outro numa bola perdida, em que Rooney finaliza a dois metros da linha de golo.

A 2º parte trouxe mais emoção. Torres marcou passado 1 minuto segundos e os blues criaram mais oportunidades de jogo. Aos 55’ Rooney falha um penalty duvidoso assinalado pelo inglês Phil Dowd. Aos 66’ o jovem promissor Phil Jones cabeceia ao lado, e a partir dessa altura, as oportunidades foram repartidas. Até Torres falha um golo de baliza aberta! Os golos não estavam destinados a entrar, pelo que este será um jogo que será recordado mais tarde, não pelos que entraram, mas sim pelos que não entraram.
Mas respondendo à questão inicial. O United, acabou por vencer a partida, devido à eficácia, que é hoje fundamental ter ao mais alto nível do futebol, e que conseguiram incutir na partida. Aspecto onde os blues mais deixaram a desejar. Sorte dizem uns, fibra de campeão, dizem outros…

Notas Individuais:

Ramires: Bombeiro de meio-campo tapou buracos por todo o lado. Mérito nisso, mas perdeu inúmeras bolas que proporcionaram transições ofensivas muito perigosas para o United

Lampard: Talvez o pior jogo que me lembro de ver dele. Sem “pace” e com pouca criatividade.

Torres: Em contraste com Lampard, talvez o melhor jogo que fez pelos blues, mas aquela bola não se pode falhar. É de tirar o sono.

Mata: Não tendo sido genial, esteve bem. Criou linhas de passe e fez jogar. Ashley Cole é que viu a sua lateral mais aberta… fez um grande passe para Torres desmarcar Ramires aos 25’ e não acompanhou Nani no seu golo.

Phil Jones: Adoro vê-lo jogar. Com 19 anos e uma maturidade fora do normal. Tem muita classe. Ferguson não falha.

Anderson: Foi talvez o pior do United. Teve uma perda que se podia ter revelado péssima para a equipa. De Gea defendeu. Não me pareceu muito bem fisicamente.

Evra:Fantástico o francês que já é um grande ídolo em Manchester. Fez muito bem o corredor, não comprometendo defensivamente e sempre que podia, ia dar o seu contributo ao ataque.

Nani: Já se diz, “the best comes for last”. Grande golo do português, fartou-se de dar trabalho a Lampard e Ashley Cole. Foi talvez o melhor em campo.

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